Com a pergunta provocadora “Quantos nós cabem numa mulher?”, o espetáculo investiga as relações de poder, opressão, sexualidade e resistência que atravessam o cotidiano das mulheres em uma sociedade ainda marcada pelo machismo estrutural.
O título carrega significados simbólicos: femme (mulher, em francês) reforça o protagonismo feminino, enquanto “E + RA” aponta para uma “Era das Mulheres”. Já a sonoridade que remete a “efêmera” dialoga com a fragilidade e a transitoriedade da liberdade plena para muitas delas.
Vozes e territórios femininos
A dramaturgia foi construída de forma coletiva, a partir de relatos de mulheres do entorno da companhia. Assim, cada apresentação se torna um encontro vivo, marcado pela escuta e pela potência das ruas e favelas cariocas.
“É um espetáculo que fala sobre nós, mulheres, de forma crua, sensível e artística. Traz para o palco o que sentimos na pele todos os dias: os medos, a força e os desejos”, destacam as intérpretes.
Criada em 1998, a JP MOVE nasceu do Movimento Jovens de Periferia, em Realengo. Fundada por André Araújo e Michel Cordeiro, a companhia consolidou uma trajetória que mistura arte e transformação social, impactando a juventude local, levando jovens à profissionalização e até ao ensino superior.
No currículo, já estão apresentações internacionais no Suriname e na Holanda e produções premiadas, como Que se Funk, que levou a linguagem do funk carioca para os palcos da dança contemporânea.
Agora, com EFEMMERA, a companhia reafirma seu compromisso com arte, território e gênero.
Serviço
📍 *Cidade das Artes – Barra da Tijuca, RJ*
📅 05, 06, 07 | 12, 13, 14 de setembro
🕕 18h
👥 Classificação: 14 anos | Acessibilidade: Libras
